domingo, 22 de julho de 2012

Casa Stefan Zweig inaugurada em Petrópolis


Reproduzimos parcialmente, abaixo, matéria publicada no caderno "Prosa e Verso", do jornal OGLOBO, no dia 21 de Julho de 2012 :
Casa Stefan Zweig será inaugurada em Petrópolis sem apoio brasileiro 
Casa Stefan Zweig, em Petrópolis, espécie de centro de memória do legado do escritor idealizado por seu biógrafo Alberto Dines, será inaugurada no próximo sábado, dia 28, sem que o governo brasileiro tenha movido uma palha para homenagear o autor da expressão “Brasil, país do futuro” (título do livro publicado em 1941), repetida mundo afora e usada pela propaganda pátria. A compra da casa, a reforma, a demolição dos puxadinhos, o replantio do jardim, tudo foi financiado pelos governos alemão e austríaco, como se o escritor nada tivesse a ver com nossa cultura. Alguns empresários e notáveis brasileiros completam a lista de patronos, num investimento inicial de R$ 1,2 milhão.
No biênio 2011/2012, que reunia três efemérides importantes (70 anos da obra emblemática escrita no Brasil, 130 anos do nascimento de Zweig e sete décadas de seu suicídio ao lado da mulher Lotte, naquela mesma casa), a secretária de Comunicação do governo Dilma, Helena Chagas, recebeu Dines em audiência em Brasília para ouvir suas sugestões. 

— Como jornalista, eu não estava lá para pedir dinheiro. Fui dizer que o Brasil tinha uma dívida com Zweig, e que as efemérides eram uma oportunidade de nos encontrarmos com o passado, através da emissão de um selo, um carimbo, uma moeda. Mas nada foi feito. Nem sequer uma nota, um comunicado, um texto de louvor. Não foram capazes de liberar, em regime de comodato, nem a matriz em gesso da máscara mortuária de Zweig, jogada num armário aqui no Instituto Histórico Geográfico, ligado ao Ministério da Cultura — lamenta Dines. 

A omissão é ainda mais grave se voltarmos no tempo, mais especificamente a um ano após o suicídio do casal (que ocorreu em fevereiro de 1942). Impressionado com as exéquias oficiais no enterro de Zweig, seu cunhado, Manfred Altmann, de personalidade ranzinza, teve um arroubo extremo de retribuição e ofereceu ao governo brasileiro todo o acervo do escritor austríaco, que estava na casa em Bath, Inglaterra, desde que fosse exposto em sua última morada. 

A lista de pertences era assombrosa. Além dos 560 volumes de suas obras — entre originais, encadernações e traduções, e dos manuscritos, cartas, diários e livros de notas —, havia móveis de sua passagem por Paris, Viena, Salzburgo, Londres, Bath e Petrópolis, e ainda retratos autografados de amigos íntimos de reputação internacional como Freud, Romain Rolland, Toscanini, Rilke e Strauss.
Para continuar lendo esta matéria, acesse: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/07/21/casa-stefan-zweig-sera-inaugurada-em-petropolis-sem-apoio-brasileiro-456389.asp

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