terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O retorno: é primavera em Zwickau, Alemanha


Cidade de Zwickau,  leste da Alemanha
Berlim, 21/01/2012 - É comum que mulheres e homens voltem-se para o futuro com esperanças e expectativas de mudança deixando para trás o passado. Mesmo a poesia – como em Drummond, de versos tão belos sobre o tempo presente – costuma valorizar o presente e adivinhar um futuro sempre melhor. Mesmo no cotidiano, nosso dia a dia, a vasta e vaga sabedoria popular nos diz “para esquecer o passado” e viver “para frente!”. Mesmo o famoso verso da “Internacional Comunista” (a canção) propunha “fazer do passado tábua rasa!”.
Possivelmente tudo isso é certo, bom e vantajoso para as pessoas. Talvez não seja o mesmo para as nações. Compreender bem o passado, entender como se chegou a situações atuais – boas ou más – e o que homens e mulheres fizeram em situações difíceis, tempos de provação, é uma lição importante para as sociedades.
Hoje, a sociedade alemã defronta-se mais uma vez com seu próprio passado. Um escândalo dito em meias palavras: durante 13 anos uma organização neonazista – Nationalsozialisticher Untergrund (“Clandestinidade Nacional-Socialista”) assassinou pelo menos 10 pessoas, fez mais de 14 ataques contra propriedades turcas e lugares de memória judeus, além de assaltar bancos. Ainda, assim, e apesar da conhecida eficácia da polícia alemã (ou talvez com o conhecimento dela, segundo o jornal “Tagesspiegel”), os terroristas permaneceram livres e atuantes, até novembro de 2011 – quando, sob perseguição, buscaram o suicídio.  Hoje, o Parlamento pede um inquérito visando estabelecer as ramificações e as condições em que agiram os três principais acusados, bem como as relações do grupo nazista e a polícia.
Não repetir o passado!
Mais uma vez,  por um tempo, vivo na Alemanha e busco entender este passado que se faz vivo a cada momento. O primeiro impacto, para olhos treinados,  é o exercício de conviver quotidianamente com os signos e ícones vivos de duas grandes guerras – a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra Fria (1945-1991).  Além, é claro, da presença avassaladora dos genocídios – judeus, opositores, simples gente denominada de “anti-sociais”, gays, testemunhas de Jeová, ciganos, doentes mentais e deficientes físicos, todos considerados “sub-humanos” ( “Untermenschen” ) ou “gente de pouco valor racial”. Assim, ao esbarrar em cada ícone deste mundo que não passa, mais entendo o passado como algo vivo, real, pujante de signos. Aqui tropeçamos, literalmente,  na história, seja no caminho do trabalho, de casa ou do simples quando vamos barzinho para beber uma cerveja.
Aqui e ali a guerra mostra sua dura face: no pátio interno do meu prédio, na Rua da Comuna de Paris, os buracos de balas e as crateras dos morteiros soviéticos da Batalha de Berlin ainda são visíveis nos remendos apressados feitos nos fundos ( “Hinterhof” ) do prédio. A história banida para as paredes dos fundos, mostra uma cara cheia de cicatrizes.  Acordo e olho esta cara sem maquiagem do passado.  Diariamente estou  face a face com a guerra que foi a guerra de todas as guerras. Na esquina atravesso a Karl-Marx-Allee, que já foi a gloriosa “Avenida Stálin”, e que a revisão de Nikita Kruschev decidiu, em 1956, com mais pudor, denominar tão somente Karl-Marx-Allee.
No fim da minha rua o muro sobrevive com sua falsa alegria de pichações coloridas: são bons 200 metros de passado, com sua curva separando ruas, prados, quarteirões... E pessoas!
Para além dos lugares materiais, de pedra e concreto, a guerra sobrevive na mente de todos, um pouco zipada, para não fazer volume, mas está lá... Nos museus, em Karlshorst, onde o Marechal Keitel se rendeu ao Marechal Jukov, em maio de 1945, adolescentes correm com suas pranchetas e computadores, copiando datas, nomes, lugares, cifras... Nenhuma geração possui o direito de esquecer...
Rua da Primavera, Alemanha
E, no entanto esquecem... Em Zwickau, uma cidade industrial de 120 mil habitantes no estado da Saxônia, uma célula neonazista assassinou inúmeros estrangeiros (a polícia ainda trabalha para descobrir a extensão do grupo e dos mortos, até o momento chegou-se oito turcos, um grego e um policial alemão, como as vítimas conhecidas).  O grupo,  autodenominado “Clandestinidade Nacional-socialista” ( leia-se, nazista ), era composto – em sua base – por Beate Zschäpe, 36 anos; Uwe Mundlos, 38 anos e Uwe Bönhardt, 34 anos... Todos residentes na Rua da Primavera, 26, Zwickau. Eram quietos, calmos, respeitadores dos vizinhos, não cantavam ou faziam baderna durante jogos de futebol, e nunca ouviam música alto demais... O aluguel era pago pontualmente todo dia 25 do mês, incluindo todas as taxas. Identificados pela polícia, os dois Uwe se mataram e Beate explodiu a casa, na tentativa de evitar a identificação da rede nazista. Antes, porém, de forma piedosa pediu a vizinha para cuidar de seus dois gatos...
Beate escapou, e está presa: a polícia tenta estabelecer as relações da “Clandestinidade Nacional-socialistas” com outros grupos neonazistas em Berlin, Kassel e Hannover – e muito possivelmente com o Partido Nacional Republicano, que reclama a herança hitlerista.
 O grupo era conhecido da polícia, que possivelmente tinha um agente infiltrado na rede. Os arquivos policiais sabiam também das reuniões e dos “cultos” praticados em honra do Terceiro Reich, além de atos de vandalismo e agressão contra judeus e estrangeiros. Além disso, o grupo havia divulgado (em 2010), com venda livre na Internet, um cd denominado “Adolf Hitler lebt!” (Adolf Hitler vive!), com um tremendo “hit” denominado “Donner Killer” – Donner, kebap, é a comida, e ao mesmo tempo o nome das pequenas lojas de lanches rápidos, dos turcos residentes na Alemanha.
Os crimes, cometidos ao longo de treze anos,  que estavam sem solução, eram conhecidos como “os assassinatos do kepab”!
Entender o ódio
A pergunta que não se cala é imediata: por quê? Ou melhor: por que ainda? Nenhum dos três principais acusados – são jovens - viram a guerra, não conheceram o Partido nazista em sua época de apogeu e não participaram de suas massivas demonstrações cenograficamente preparadas. Ou foram “doutrinados” pela imprensa do Dr. Goebbels...  Como historiador, e acima de tudo como educador, gostaria de refazer o percurso destas pessoas e voltar à escola, aos livros e aos professores que tiveram...
Gostaria de saber como estudaram história: o que leram, se foram levados a algum museu ou exposição sobre a guerra ou se leram sequer cinco páginas sobre o holocausto?  Teriam vista sequer um filme, um documentário sobre os horrores na Rússia ou Polônia ocupada? Sabiam o significado de Auschwitz ou Treblinka?
O mal não é inato, não deve ser algo inscrito no DNA ou no “solo e no sangue” (“Blut und Boden”), como os próprios nazistas queriam... Não, a resposta não deve residir aí, ou caso contrário os nazistas teriam razão: a história seria construída pela determinação de raça. Não, a falha que permitiu o retorno do mal em Zwickau está, com certeza, em outros fatores.
Houve uma falha, algo que quebrou no fundo da vida dessas pessoas banais, num bairro banal, de uma cidade industrial interiorana e também banal.  Em algum momento a educação – não só o ensino da história – mas, todo o processo educativo, falhou! A escola não soube, ou não pode com seus meios, evitar o nazismo (de novo)! O grupo de Zwickau é uma derrota da escola, para além de comprovar a leniência histórica da polícia alemã com a extrema-direita fascista.
Podemos, é claro, falar de uma sociedade hierárquica, por demais organizada, pronta para sacrificar o individual e o humano, ao rigor das agendas, das normas, dos parágrafos e artigos dos códigos, dos quais não se pergunta, ou questiona, a origem e significado.  
Podemos, é claro, falar de pessoas massivamente sozinhas, em rotinas enfadonhas, sem espaço para o diferente, onde até um passeio, uma “Pils” no bar da esquina, obedece a regras, horários e normas, que não podem ser contrariadas.
Podemos é claro, falar de pessoas que não se cumprimentam, ou o fazem quase como um rosnado, que fingem não ver o outro e que lêem sempre o mesmo livro barato da “Reclamen” na viagem de metrô só para não falar com o passageiro ao lado.
Podemos, ainda, falar de uma pequena classe média, de uma burguesia de lojistas, de funcionários públicos e agentes do estado – todos na beira da proletarização ao estilo europeu! – que desconfiam naturalmente de estrangeiros.  Pouco importa que você fale alemão, já estão disponíveis a não entender, a não ajudar, a recusar uma informação ou mesmo um serviço.
Mas, nada disso explica por si só o retorno. Mesmo rotineiros e solitários a grande maioria dos alemães é partidária da República, apóia a Constituição democrática e convive de forma normal com os seus vizinhos, mesmo se eles são estrangeiros. Muitos preferem bares, restaurantes e quiosques de turcos, gregos ou italianos e gostam de  pizza, kebap e de caipirinhas.
Mas, podemos também acreditar que existem aqui e ali pessoas caladas, bons vizinhos, que gostam de gatos e pagam suas contas em dia, que não fazem barulho e não perturbam os vizinhos, como Beate, e que tramam coisas terríveis.
Quem deseja o passado
Há, então, uma minoria disponível ao retorno da história, a sua repetição – e ainda esta vez não é como burla, comédia ou farsa, como atestam os mortos de Zwickau. Há um componente autoritário, há um componente de recusa ao diferente e de frieza nas relações interpessoais – incluindo aí as relações entre os próprios alemães, com seus próprios filhos - e, em torno disso tudo, uma profunda falha de educação – no seu sentido mais largo.
Por isso mesmo, pelo papel dos educadores, que o passado não é algo morto, não é um lugar que não existe mais. Muitos historiadores, colegas de grande valor, foram conquistados por matizes diferentes de uma leitura narrativista da história, onde o objeto do historiador não é o passado e sua reconstrução, mas sim as “falas” sobre o passado, todas dotadas do mesmo estatuto de valor. Penso que não. Nem todas as narrativas possuem o mesmo valor heurístico, para não falar em valor ético. Da mesma forma que as diversas vivências são irredutíveis.  A narrativa sobre os campos de concentração feita pelos seus guardas SS não possui o mesmo valor da narrativa de um prisioneiro do mesmo campo, embora ambos tenham vivido no mesmo espaço e tempo e inter-agido. O que cada um vive difere intrinsecamente da vivência do outro. E cada vivência é única, precisa ser resgatada e exposta. Ela é a verdade? Não toda a verdade, é a verdade vivida de cada um, ou seja, o passado num mosaico interminável. A multiplicação de verdades vividas, juntas, comparadas, cruzadas, constitui uma rede de veracidade.
Temos que nos apressar  em relatar estas vivências, num esforço contínuo para evitar rupturas nesta vasta rede de verdades vividas. Uma falha na malha, ampla, diversa, como uma tela iluminada de Matisse, é o bastante.  O risco de ignorar o que foi vivido avoluma-se, condenando-nos a viver de novo e de novo o “já existido” enquanto experiência única.
Se os assassinos de Zwickau tivessem visitado, quando adolescentes, o Campo de Sachsenhausen ou Dachau teriam eles organizado o grupo neonazista que torturou e matou durante anos impunemente? Eis uma questão importante.
Quando na Alemanha, ou ainda agora no Chile, ou mesmo no Brasil muitas vozes declaram que o passado está morto ( “quem vive de passado é museu”! ) e não vale à pena ressuscitá-lo, cometem um erro basilar: nenhum passado é morto. São vivências, próprias e dos outros, que continuam a existir, alimentar-se mutuamente e, formando uma rede que envolve todos nós... e no limite, a repetir-se.
Olhando agora pela minha janela, vejo  todo o passado nos tijolos remendados apressadamente no bloco de apartamentos da Rua da Comuna de Paris – formam uma outra rede de buracos e ausências. O passado está lá, está na Rua da Primavera e está com aqueles que morreram porque o passado vive.
Francisco Carlos Teixeira Da Silva
Professor Titular do Instituto de História da UFRJ
Coordenador do Laboratório de Estudos do Tempo Presente da UFRJ

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

“A Emergência do Brasil como Ator Global: Explicações Históricas, Conquistas Recentes e Futuros Desafios”



O seminário internacional “A Emergência do Brasil como Ator Global: Explicações Históricas, Conquistas Recentes e Futuros Desafios”, realizado de 11 a 13 de dezembro, em Jerusalém, representa um passo relevante no convênio recém assinado entre a UFRJ (NIEJ) e a Universidade Hebraica de Jerusalém. Esse evento inaugura, por assim dizer, um Programa de Estudos Brasileiros na Universidade Hebraica de Jerusalém, que permitirá que, de um lado, estudantes israelenses possam adotar o Brasil como objeto de estudos em diferentes áreas e, de outro, que estudantes brasileiros possam igualmente estudar a história de Israel e a sociedade israelense em toda sua complexidade.

O evento reuniu intelectuais, professores universitários, jornalistas, brasilianistas e diplomatas para discutir o Brasil no novo cenário internacional. Michel Gherman representou o NIEJ não apenas na organização do evento, como participou da mesa sobre comunidade judaica no Brasil. Graças ao NIEJ, vários professores e pesquisadores de referência foram sugeridos e convidados para participar do evento. O evento contou com a presença de 150 pessoas, o que demonstra o interesse crescente de estudantes e professores dessa universidade pelo Brasil. Leia abaixo um resumo do evento, preparado pelo prof. James Green, um de seus organizadores. 

Abertura do evento

A embaixadora do Brasil em Israel, Maria Elisa Berenguer, abriu a conferência enfatizando a importância do programa para aprofundar o entendimento entre israelenses e brasileiros. 

Ruth Fine, chefe do Departamento de Estudos da América Latina da UHJ, ressaltou que a iniciativa marca o estabelecimento do primeiro programa de estudos sobre o Brasil em todo o Oriente Médio. O professor Antonio Carlos Lessa, da Universidade de Brasília e editor da Revista Brasileira de Política Internacional (RBPI), falou sobre a emergência do Brasil no cenário internacional. 

A economia brasileira 

Werner Baer, da Universidade de Illinois, especialista em economia brasileira, lembrou os recentes sucessos econômicos, mas também enfatizou os desafios estruturais que o Brasil precisa superar para realizar uma redistribuição de renda efetiva e atingir a igualdade social. 

Ricardo Lessa, jornalista da Globo News, traçou um panorama da história recente do Brasil e enumerou as dificuldades para enfrentar o legado do regime autoritário. O jornalista e escritor Bernardo Kucinski abordou a prosperidade econômica alcançada nos últimos anos e discutiu seus efeitos na política brasileira e no aprofundamento da democracia. 

A sociedade brasileira 

Em um painel que examinou a diversidade da sociedade brasileira, o antropólogo Peter Fry, da UFRJ, abordou os debates em curso sobre como superar a desigualdade racial. Robert Chaves, da ONG AfroReagge, discutiu os problemas relacionados com as ações da polícia do Rio de Janeiro nas campanhas de combate à criminalidade e tráfico de drogas e sugeriu maneiras de como a sociedade civil pode responder à violência. O sociólogo David Lehmann, da Universidade de Cambridge, apresentou sua pesquisa sobre os movimentos evangélicos no Brasil e suas conexões com Israel. 

Direitos Humanos 

A Comissão da Verdade, recentemente estabelecida, foi um dos temas discutidos no painel sobre os direitos humanos e o legado dos regimes autoritários no Cone Sul. 

Luis Edmundo de Souza Moraes, da UFRRJ, relacionou questões ligadas ao antissemitismo, o Holocausto, a memória e os regimes militares que dominaram a América Latina a questões atuais sobre a consolidação da democracia e da justiça social. 

Renato Lessa, da UFF, também discutiu como a recente expansão do regime democrático ainda repousa sobre heranças de um passado autoritário, que precisam ser superadas. O cientista político Mario Sznajder, da UHJ, comparou os processos de democratização nos diferentes países do Cone Sul e analisou de que forma o Brasil tenta acertar contas com seu passado e a dificuldade em revisitar as violações dos direitos humanos cometidas pela ditadura militar. 

Cinema e cultura brasileira 

Um painel foi dedicado a mostrar o impacto internacional do cinema e da cultura brasileira. Dora Mourão, da ECA-USP, fez uma sinopse do cinema brasileiro e sua recepção no mundo ao longo das últimas cinco décadas. Dubi Lenz, organizador do Festival internacional de Música Israelense e fã da música brasileira, abordou o apelo da música e da cultura brasileiras junto ao público israelense. 

O Brasil e as Américas 

O jornalista Eugênio Bucci, professor da ESPM e da USP, discutiu a importância de garantir uma imprensa livre e justa, como valor central da democracia brasileira. O historiador Leonardo Senkman, da UHJ, comparou a história do populismo na Argentina e no Brasil para explicar por que o movimento sindical brasileiro e o Partido dos Trabalhadores tornaram-se atores importantes na política nacional. Miriam Gomes Saraiva, da UERJ, apresentou uma análise detalhada da política externa brasileira na América Latina. 

O Brasil e o Oriente Médio 

Tullo Vigevani, da Unesp, expôs o contexto das mais recentes iniciativas brasileiras na área de política externa, que incluem o reconhecimento do Estado palestino e a aproximação com o Irã. Eduardo Uziel, representando a Embaixada do Brasil em Israel, explicou a política do país com relação à região. Murilo Meihy, da PUC-RJ, apresentou uma análise detalhada das iniciativas de política externa do Brasil no Oriente Médio, na esteira da crise do petróleo de 1974 e as relações comerciais que se desenvolveram a partir de então entre o Brasil e diversos países da região. 

A comunidade judaica brasileira 

O painel final do evento centrou-se na resposta da comunidade judaica brasileira ao novo papel internacional do Brasil. O demógrafo Sergio Della Pergola, da UHJ, detalhou a composição das comunidades judaicas da América Latina, com foco no Brasil, e também tratou dos latino-americanos e brasileiros que imigraram para Israel nas últimas décadas. 

Jaime Spitzcovsky, diretor de Relações Institucionais da Confederação Israelita do Brasil, explicou como a entidade vem buscando o diálogo com o governo brasileiro a respeito de diversas preocupações da comunidade judaica, incluindo a política do país com relação a Israel e ao Irã. 

Michel Gherman, do NIEJ/UFRJ, co-organizador do seminário, explicou como jovens judeus brasileiros se tornaram mais envolvidos no debate sobre as políticas brasileiras e israelenses para os palestinos, Irã e Oriente Médio em geral. 

Próximos passos 

James Green terminou o evento com uma apresentação sobre heranças do passado que podem se tornar obstáculo para a consolidação da democracia brasileira e a afirmação do novo papel internacional do país. Ele também delineou as próximas metas para o estabelecimento do Programa de Estudos Brasileiros, na UHJ. 

Estas incluem a expansão da biblioteca da universidade e coleções de filmes sobre o Brasil; estabelecimento de corpo docente permanente; incentivo a acadêmicos brasileiros a se tornarem professores visitantes da UHJ; estabelecimento de bolsas de estudo para estudantes israelenses; e organização de conferências e seminários sobre o Brasil. 

O seminário foi co-patrocinado pelo Itamaraty, pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel; pelo Centro Liwerant da UHJ para o Estudo da América Latina, Espanha, Portugal e suas Comunidades Judaicas; pelo Instituto Truman para a Paz e Compreensão; e pelos Amigos da Universidade Hebraica no Brasil.

A partir da esquerda: Jayme Blay, presidente da Sociedade dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém; Yossi Benarroch, diretor da Divisão de Desenvolvimento e Relações Públicas da UHJ; 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Abismo Judaico


O jornal "Folha de S.Paulo" publicou no último sábado, dia 7 de janeiro de 2012, uma interessante matéria intitulada "Abismo Judaico". A matéria - que ocupa uma página inteira do jornal paulista - mostra como diferenças entre os ultraortodoxos e os demais cidadãos israelenses pode estar gerando uma ruptura social no país. De acordo com o jornal, os costumes de judeus mais conservadores são vistos como problema pelos seculares. A reportagem da Folha traz ainda uma rápida entrevista com a judia ortodoxa Barbara Sofer, 62 anos, escritora e colunista do "Jerusalem Post". Para ler na íntegra esta matéria, clique aqui. E você, concorda? Discorda? Compartilhe conosco a sua opinião deixando um recado nesta postagem. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Amoz Oz no Roda Viva


Confira abaixo a entrevista do escritor israelense Amoz Oz no programa Roda Viva. Um dos mais importantes escritores contemporâneos, Amoz OZ recebeu diversos prêmios literários nos últimos anos e é co-fundador do movimento pacifista Paz Agora (Shalom Akhshav). Acaba de lançar no Brasil o romance "O Monte dos mau conselho".